«In a major foreign policy address last December in Geneva before United Nations delegates, Secretary of State Hillary Clinton identified "deeply-held … religious beliefs" as among "the obstacles standing in the way of protecting the human rights of LGBT [Lesbian, Gay, Bisexual, Transgender] people."
Criticizing those who "cite religious or cultural values" to oppose "LGBT" rights, she then made a doctrinal point: if properly understood, "religious traditions" actually support the progressive march of "human rights" and sanction homosexual behavior.»
A reprovação do comportamento sodomita faz parte de uma ética racional, e portanto, da filosofia; por isso, não é exclusivamente parte das doutrinas das religiões universais.
Quando Obama e apaniguados se servem da religião para criticar a religião, pretendem passar a seguinte mensagem: “a crítica ao comportamento sodomita tem origem apenas de uma determinada interpretação da religião”.
Trata-se de uma falácia. De um modo semelhante, o Bloco de Esquerda, por exemplo, é um partido "libertário" de esquerda que tem por objectivo último o fim da liberdade; o Bloco de Esquerda diz-se arauto das liberdades para poder impor uma agenda política que acabe com as liberdades. Se ouvirmos os discursos de Hitler antes de subir ao Poder, eram análogos aos discursos de Francisco Louçã: Hitler falava constante e incessantemente em “liberdades” — e depois foi o que se viu.
A política de Obama segue um paradigma semelhante: interpreta a religião de uma certa forma, de modo a poder justificar a perseguição política às religiões. O que Obama e o politicamente correcto pretendem é que as religiões deixem de ter em consideração a ética e a filosofia, e deixem, por isso, de ter uma base racional.
Uma pessoa que não seja religiosa, mas que tenha “dois dedos de testa”, consegue perceber intuitivamente que “alguma coisa de errado se passa com o comportamento gay”. E essa percepção tem a ver com a ética e com a Razão — essa pessoa consegue intuir os princípios da ética, o que não significa que defenda a criminalização da sodomia.

  • Jesus Cristo, no episódio do encontro com a Samaritana, criticou a promiscuidade sexual. Está escrito no Novo Testamento [S. João, 4, 16 – 18].
  • Jesus Cristo afirmou, sem margem para dúvidas, que o acto sexual deve ser sempre entre um homem e uma mulher [por exemplo, em S. Marcos, 10, 6 – 9: “...mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher; e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem o que Deus uniu.]
  • Jesus Cristo defendeu a mulher que iria ser lapidada até à morte por adultério: “Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra” [S. João, 8, 7].
Portanto, o Cristianismo não criminaliza os comportamentos sexualmente desviantes, mas reprova-os claramente e sem margem para dúvidas — o que é conforme a uma ética racional. A permissividade ética em relação ao comportamento sodomita não é compatível com o Cristianismo — nem que Obama e Hillary Clinton inventem uma nova religião...!