O Cardeal Colorido
Este texto do Padre Nuno Serras Pereira é revelador de um fenómeno cultural, no mínimo, preocupante: quem hoje critica e condena moralmente o aborto é considerado um “radical religioso e perigoso de extrema-direita”.
Não se trata de uma mera opinião em relação a quem critica o aborto: antes, trata-se cada vez mais de uma posição oficial e instituída pelas elites e pelo Estado através dos me®dia : quem é contra o aborto passa a ser uma espécie de “terrorista em potência”. Um dia destes será possível ver os serviços secretos a investigar os cidadãos Pró-Vida.
Vivemos num mundo cada vez mais irracional: quem defende a vida humana passou a ser alguém “perigoso” e “radical”; passa nos me®dia a ideia segundo a qual “é preciso ter muito cuidado com os perigosos radicais que defendem a excepcionalidade da vida humana”. O absurdo toma conta da realidade.
O mais grave é que alguns sectores da Igreja Católica portuguesa — por exemplo, a Rádio Renascença que depende directamente do “arcebispo colorido” — patrocinam subrepticiamente o encurralamento político e cultural de pessoas que defendem apenas a validade racional do senso-comum.