quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Não existe maior e mais execrável paternalismo do que o do Estado-monopólio

Não existe maior e mais execrável paternalismo do que o do Estado-monopólio

by O. Braga

"Há décadas que, por opções ideológicas e populismo eleitoral, os poderes públicos nacionalizam as esmolas.
Metem-se entre pobres e benfeitores, tributando os segundos para ter o mérito de ajudar os primeiros. A fúria regulatória de uma burocracia crescente persegue qualquer obra de solidariedade, enquanto cria alternativas estatais para as estrangular. Foi este suposto Estado-providência que se mostrou insustentável. Agora os poderes públicos têm de encontrar o seu lugar subsidiário numa sociedade equilibrada."
Numa sociedade civilizada, justiça e igualdade não são valores sinónimos ou equivalentes. E se podemos criticar a atitude de quem dá aos pobres para aparecer na fotografia dos jornais, também podemos criticar o Estado que isola e atomiza o cidadão em nome de uma caridade de imposição obrigatória. Não existe maior e mais execrável paternalismo do que o do Estado-monopólio.

«E chegou uma pobre viúva, lançou duas pequenas moedas, no valor de apenas um quadrante. E Ele chamou os seus discípulos e disse-lhes: "Em verdade vos digo: esta pobre viúva deitou mais do que todos os que lançaram no cofre, porque todos deitaram do que tinham em abundância; esta, porém, pôs, da sua indigência, tudo o que tinha para o seu sustento."»
--- S. Marcos, 12,42
Na Igreja Católica sempre existiram duas vertentes ideológicas que, mais ou menos abertamente, se opuseram ao longo da sua existência: os seguidores de Aristóteles e de S. Tomás de Aquino, por um lado, que defendiam o livre-arbítrio do ser humano e a exteriorização das obras do cidadão — o cidadão é livre e revela a sua virtude mediante as suas obras, pela sua acção concreta em prol da comunidade.
Por outro lado, a vertente que decorreu de uma determinada interpretação da ética de Santo Agostinho, interpretação essa que é eminentemente determinista, intuicionista e subjectivista: o que interessa é aquilo que o cidadão pensa e sente acerca da comunidade, e não propriamente as obras que o cidadão faz em prol da comunidade: as obras devem preteridas e secundarizadas na medida em que pouco valem em função do determinismo divino que definiu, prévia e respectivamente, os dignitários da salvação e da condenação. Com o advento da modernidade, este determinismo divino, segundo Lutero e Calvino, transformou-se mais tarde no determinismo absolutista do Estado.
A segunda corrente — a de Santo Agostinho — marcou o Jansenismo, a Escola de Port-Royal e a Reforma luterana: para Lutero, as obras do cidadão em prol da comunidade deveriam ser deixadas ao Estado que subjuga e controla a religião e a comunidade religiosa organizada. Em lugar de se dedicar às obras de caridade, o cidadão deve antes dedicar-se ao trabalho.
A primeira corrente — a de S. Tomás de Aquino — marcou a Contra-reforma católica e significou o triunfo dos princípios da ética de S. Tomás de Aquino no seio da Igreja Católica. Porém, estas duas correntes ainda hoje se degladiam... e, em minha opinião, a corrente tomista é aquela que realmente marca indelevelmente o verdadeiro conservadorismo político: não me interessa grande coisa aquilo que um homem pensa, porque não sou capaz de julgar a sua subjectividade e de aferir a sinceridade dos seus sentimentos. Antes, interessa-me aquilo que o homem faz [o comportamento do Homem].

O. Braga | Terça-feira, 21 Fevereiro 2012 at 9:22 am | Tags: S. Tomás de Aquino, Santo Agostinho, Tomás de Aquino | Categorias: ética | URL: http://wp.me/p2jQx-aoC


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A inversão revolucionária da moral

A inversão revolucionária da moral

by O. Braga

O Cardeal Colorido
Este texto do Padre Nuno Serras Pereira é revelador de um fenómeno cultural, no mínimo, preocupante: quem hoje critica e condena moralmente o aborto é considerado um “radical religioso e perigoso de extrema-direita”.
Não se trata de uma mera opinião em relação a quem critica o aborto: antes, trata-se cada vez mais de uma posição oficial e instituída pelas elites e pelo Estado através dos me®dia : quem é contra o aborto passa a ser uma espécie de “terrorista em potência”. Um dia destes será possível ver os serviços secretos a investigar os cidadãos Pró-Vida.
Vivemos num mundo cada vez mais irracional: quem defende a vida humana passou a ser alguém “perigoso” e “radical”; passa nos me®dia a ideia segundo a qual “é preciso ter muito cuidado com os perigosos radicais que defendem a excepcionalidade da vida humana”. O absurdo toma conta da realidade.
O mais grave é que alguns sectores da Igreja Católica portuguesa — por exemplo, a Rádio Renascença que depende directamente do “arcebispo colorido” — patrocinam subrepticiamente o encurralamento político e cultural de pessoas que defendem apenas a validade racional do senso-comum.

O. Braga | Domingo, 19 Fevereiro 2012 at 10:05 am | Categorias: A vida custa, aborto, ética, cultura, Esta gente vota, me®dia | URL: http://wp.me/p2jQx-ane

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Philosophy as The Discipline of The Disciplines por D.F.M.Strauss.

Philosophy as The Discipline of The Disciplines por D.F.M.Strauss.





D.F.M.Strauss, Philosophy as The Discipline of The Disciplines.
715 pp ISBN 978-0-88815-208-4.


http://www.amazon.com/asin/dp/0888152078/
http://www.amazon.co.uk/asin/dp/0888152078/
http://www.loot.co.za/shop/main.jsp

This new work by Danie Strauss must now be called The Definitive Statement regarding The Philosophy of The Cosmonomic Idea. In effect, it is the New Critique for the twenty first century in that it not only covers the entire range of the fundamental ideas developed by Herman Dooyeweerd more than seventy years ago, but it does so entirely within the spirit of Dooyeweerd’s work. Strauss systematically develops a number of themes that are troublesome in Dooyeweerd’s formulation and manages to provide us with significant resolutions. Perhaps the single most important contribution to theoretical analysis as such, is his elaboration of the relationship between Conceptual Knowledge and Concept Transcending Knowledge (Idea Knowledge). This relationship is central to all forms of discrimination and is pervasively evident in the cultural traditions of both the East and the West. This work will be the starting point for systematically coherent analysis in all disciplines as Strauss convincingly makes his case that Philosophy is the Discipline of The Disciplines.

Fonte via: http://www.allofliferedeemed.co.uk/strauss.htm

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